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sábado, 17 de maio de 2014

Acidentes comuns com Ressonância Magnética

Os Exames de ressonância magnética ganharam popularidade na última década, devido às suas imagens nítidas e sem radiação. 
Em vez da radiação, são utilizadas ondas magnéticas, mas a força dessas mesmas ondas podem ser tanto quanto 50.000 vezes a gravidade da Terra. Posto isto, todos os objectos de metal dentro na periferia deste aparelho podem ser puxados com tanta força para ímãs da máquina que se tornam capaz es de causar ferimentos graves. 
Incidentes como uma tesoura voadora e tanques de oxigénio que batem com tanta força, causando ferimentos fatais têm sido relatados ao longo do tempo. 
São também bastante falados as desmagnetizações dos cartões de crédito, por exemplo, tornando-os completamente inúteis! 
Na verdade, as pessoas com pacemaker e certas válvulas cardíacas artificiais não são  autorizados a passar por exames de ressonância magnética.
No entanto, apesar das estratégias de redução de riscos e protocolos de segurança, tais incidentes desagradáveis ​​continuam a acontecer. 
Uma das principais razões é que muitos (incluindo  trabalhadores da saúde) não sabem que os ímãs no scanner de ressonância magnética estão sempre a funcionar, mesmo que não haja nenhum paciente no interior.








           

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Toracocentese

CONCEITO

Descrita pela primeira vez em 1852, por Bowditch, como um procedimento invasivo que permite retirar líquido ou ar acumulado entre a pleura visceral e pleura parietal  (espaço pleural). 
Trata-se de um procedimento seguro, sendo realizado por profissionais competentes, de grande valor diagnóstico e terapêutico.

INDICAÇÕES

Normalmente este procedimento serve para obter material de modo a determinar a natureza de um derrame pleural, e ao mesmo tempo permitir a localização exacta de uma possível drenagem. 
A toracocentese com finalidade diagnóstica é indicada para confirmar a presença de coleções pleurais e obter amostra de liquido pleural paras avaliação laboratorial. A quantidade de material necessário para análise é de aproximadamente 30 a 50 ml.
Quando realizada com objectivo terapêutico, tem como indicações o esvaziamento da cavidade pleural ou infusão de substâncias nessa cavidade para tratar infecções, realizar exames contrastados e provocar a sínfise pleural.

LOCAL DA PUNÇÃO
O local encontra-se entre o 7º e 9º espaços intercostais, inferiormente ao ângulo inferior da escápula do hemitorax abrangido.

TÉCNICA

Após delimitado o local da punção e o posicionamento correto do utente, a pele é rigorosamente limpa com solução antisséptica e olocado um campo esterilizado. É administrada anestesia local com lidocaína. Posicionar a agulha em direção a borda superior da costela inferior, evitando dessa maneira acidentes com o feixe vasculonervoso. Localizado o espaço pleural é identificado a presença de líquido, deve-se retirar a agulha e introduzir o catéter. Após introduzido o catéter, o mandril deve ser removido e mantido no espaço pleural somente o cateter de plástico. Por fim deve-se conectar uma seringa de 20ml de material para análise. É prudente não remover mais de 1.500ml de liquido por procedimento, pelo aumento da probabilidade de complicações.

Após o procedimento realizar radiografia simples de tórax para controle e documentar as condições pos-toracocentese. 


COLHEITA DE LIQUIDO PLEURA

A seringa utilizada para este procedimento deve ser heparinizada. Para uma seringa de 20ml  utiliza-se um volume de 0,5ml, para evitar coagulação do liquido pleural. A amostra deve ser encaminhada imediatamente ao laboratório. Quando não for possível, sugere-se manter a amostra refrigerada (4 a 8ºC) ate o envio ao laboratório.

COMPLICAÇÕES

A complicação mais freqüente é o pneumotórax. Estudos prospectivos demonstram uma incidência entre 3% a 19% de pneumotórax pós-toracocentese. 
A tosse também aparece como outra complicação, ocorrendo no final da toracocentese, pela distensão subita dos espaços aéreos. A ocorrência desta complicação pode ser reduzida evitando a retirada de mais de 1.500ml de conteúdo intra-pleurático.
Quando drenados grandes volumes  ( acima de 1.500ml), pode ocorrer edema pulmonar unilateral, pela reexpansão pulmonar e desenvolvimento de uma pressão mais negativa.


Fonte: FALCÃO, L.F.R; COSTA, L,H,D; AMARAL, J,L,G. Emergencias fundamentos e práticas. São Paulo: Martinari. 2010 

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Politraumatizado

Pessoa vítima de queda de poste de alta tensão com cerca de 6 metros de altura. 
Diagnósticos:

 1. # exposta grau II cominutiva do terço distal dos ossos do antebraço esquerdo







 2. # distal do radio direito



















 3. # pilar anterior do acetabulo esquerdo
















 4. # L1 tipo A4 - retropulsoao do muro posterior, fractura lamina a dta e apfs transversa a esq

 5. # apfs transversa de L2 a esquerda

Ida ao bloco de urgência com realização das seguintes interveções cirurgicas:

- Estabilizaçao cirurgica de # exposta dos ossos do antebraço esquerdo com fixador externo 


- Estabilizaçao cirurgica de # distal do radio direito com 2 fios Kirshner


 - Colocaçao de traçao cutanea no membro inferior esquerdo (2Kg).

Posteriormente, já em internamento, propostas variadas cirurgias para estabilização.
1ª Cirurgia - Protocolo cirurgico #L1 tipo C 

- Verifica-se lesão complexo ligamentar posterior L1L2 e fractura da lamina de L1 a direita.
- Fusao instrumentada posterior a 4 niveis (D11, D12, L2 e L3) com colocaçao de cross-link e substitutos osseos

2ª e 3ª Cirurgia: 
- Fractura cominutiva intra-articular distal do radio (AO 23-C3) e fractura complexa do 1/3 distal da diafise do radio radio e simples da diafise do cubito (AO 22-C2) a esquerda - status pos osteotaxia do radio com fixador externo
1. Remoçao de Fixador externo

2. Reduçao cruenta e osteossintese com placa anatomica volar , parafusos e colocaçao de enxerto-autologo da EIAS para o radio e reduçao cruenta e osteossintese com placa anatomica dorsal e parafusos para o cubito a esquerda.



 - Fractura intra-articular distal do radio (AO 23-C3) a direita -Status pos fixaçao com 2 fios de Kirschener
 4. Reduçao cruenta e osteossintese com placa anatomica volar e parafusos para o radio a direita.