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terça-feira, 14 de outubro de 2014

Orientações sobre o Ébola

Atualizado até 10/10/2014.
«Um surto de Doença por Vírus Ébola decorre na Costa Ocidental de África desde fevereiro de 2014.
A infeção resulta do contacto direto com líquidos orgânicos de doentes (tais como sangue, urina, fezes, sémen). A transmissão da doença por via sexual pode ocorrer até 3 meses depois da recuperação clínica.
Uma vez que o período de incubação pode durar até 3 semanas é provável que novos casos venham ainda a ser identificados.
O risco para os países europeus é considerado baixo. No entanto, impõem-se medidas de prevenção que se detalham nos documentos abaixo publicados.
Atualização da situação pelas Organizações Internacionais
Comunicados e Informações do Diretor-Geral da Saúde
Orientações da Direção-Geral da Saúde
  • Orientação nº 017/2014 de 08/10/2014 – Vírus Ébola – acesso aos serviços de saúde
  • Orientação nº 015/2014 de 02/09/2014 atualizada a 10/10/2014 – Doença por vírus Ébola.Procedimentos laboratoriais para Hospitais de Referência e INSA
  • Orientação nº 014/2014 de 11/08/2014 – Doença por vírus Ébola. Procedimentos de vigilância de viajantes durante um voo, antes do embarque ou após o desembarque
  • Orientação nº 013/2014 de 11/08/2014 – Doença por Vírus Ébola – Procedimentos de vigilância de viajantes por via marítima
  • Orientação nº 012/2014 de 08/08/2014 – Doença por vírus Ébola. Procedimentos a adotar pelos Serviços de Saúde
  • Orientação nº 003/2014 de 28/04/2014 – Equipamentos de proteção individual para agentes biológicos de tipo 4
  • Orientação nº 006/2014 de 28/04/2014 – Doença por vírus Ébola. Vigilância do viajante durante um voo, antes do embarque ou após o desembarque. Guia de procedimentos para companhias aéreas, aeroportos e autoridades de saúde dos aeroportos (revogada)
  • Orientação nº 005/2014 de 28/04/2014 – Doença por Vírus Ébola – Vigilância do Viajante – Viagem marítima. Guia de procedimentos para Agências de Navegação, Autoridades Marítimas e Portuárias e Autoridades de Saúde dos Portos (revogada)
  • Orientação nº 004/2014 de 28/04/2014. – Doença por vírus Ébola – Procedimentos Laboratoriais (revogada)
  • Orientação nº 002/2014 de 28/04/2014 – Doença por vírus Ébola. Procedimentos a adotar pelos Serviços de Saúde (revogada)
Material de comunicação

Atualização pela DGS
07/10/2014
06/10/2014
01/10/2014
18/09/2014
10/09/2014
30/08/2014
  • Autoridades internacionais confirmam o primeiro caso de infeção por vírus Ébola no Senegal, em doente da Guiné-Conacri que chegou recentemente a Dakar. Segundo a OMS, o doente encontra-se hospitalizado e estão em curso atividades de vigilância dos seus contactos próximos.
28/08/2014
27/08/2014
  • A DGS recebeu a confirmação da atividade viral por Ébola na República Democrática do Congo (zona de Boende, na província do Equateur). Até ao momento, segundo a OMS, acredita-se que o surto agora notificado na República Democrática do Congo não tenha relação com a epidemia que decorre na África Ocidental.
20/08/2014


Documento retirado na íntegra de: http://www.aenfermagemeasleis.pt/2014/08/21/pacote-informativo-atualizado-sobre-a-doenca-por-virus-ebola-dgs/#ixzz3G4cVcJIC

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Evidência: Preparação intestinal não é necessária no pré-operatório como acto de rotina

Este estudo demonstra a evidência de que não é necessária preparação intestinal em cirurgia electiva colo rectal.
Este estudo demonstra que não existe diferenças nas complicações pós operatórias ao nível de infecção, é um consumo de tempo, e com gastos elevados em preparações intestinais desnecessárias, causando acima de tudo um enorme desconforto no próprio utente.
Questão:
- Se numa cirurgia colo rectal electiva não é necessária preparação intestinal, será que nas outras todas também não é necessário, nomeadamente na cirurgia ortopédica ?
- Porque se continua a fazer, desde o utente intervencionado a uma mão, ao doente intervencionado a um dedo ?

Pode consultar este estudo na íntegra em:
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21901518

sábado, 17 de maio de 2014

Acidentes comuns com Ressonância Magnética

Os Exames de ressonância magnética ganharam popularidade na última década, devido às suas imagens nítidas e sem radiação. 
Em vez da radiação, são utilizadas ondas magnéticas, mas a força dessas mesmas ondas podem ser tanto quanto 50.000 vezes a gravidade da Terra. Posto isto, todos os objectos de metal dentro na periferia deste aparelho podem ser puxados com tanta força para ímãs da máquina que se tornam capaz es de causar ferimentos graves. 
Incidentes como uma tesoura voadora e tanques de oxigénio que batem com tanta força, causando ferimentos fatais têm sido relatados ao longo do tempo. 
São também bastante falados as desmagnetizações dos cartões de crédito, por exemplo, tornando-os completamente inúteis! 
Na verdade, as pessoas com pacemaker e certas válvulas cardíacas artificiais não são  autorizados a passar por exames de ressonância magnética.
No entanto, apesar das estratégias de redução de riscos e protocolos de segurança, tais incidentes desagradáveis ​​continuam a acontecer. 
Uma das principais razões é que muitos (incluindo  trabalhadores da saúde) não sabem que os ímãs no scanner de ressonância magnética estão sempre a funcionar, mesmo que não haja nenhum paciente no interior.








           

sábado, 3 de maio de 2014

Higienização das Mãos

E porque dia 05 Maio é o dia Mundial da Higienização das Mãos, aqui fica um video muito elucidativo sobre o assunto


sexta-feira, 25 de abril de 2014

5 medidas importantes para a diminuição de Infecções Associadas aos Cuidados de Saúde

São cinco e aparentemente fáceis de colocar em prática, têm demonstrado uma diminuição exponencial das IACS:

1) Diminuir / Controlar as transfusões de Unidades de Concentrado Eritrocitário

2) Sensibilizar / Educar utentes e profissionais de saúde sobre higienização das mãos

3) Utilizar / Aproveitar as tecnologias de ponta

4) Promover o trabalho em equipa e a comunicação

5) Considerar a utilização de superfícies de cobre

Poderão ver detalhadamente cada uma destas medidas e compreender a importância das mesmas no seguinte link:

terça-feira, 8 de abril de 2014

Senfio - Alarme de Higienização de mãos



O gesto é simples e capaz de prevenir infecções associadas a cuidados de saúde - claro que estamos a falar da higienização das mãos!... Porém, nem todos se lembram dele. 
Uma empresa brasileira desenvolveu um sistema de monitorização que avisa o profissional de saúde sobre o momento necessário para a higienização das mão. 
Todas as vezes que uma ‘mão suja’ se aproximar do leito do doente, um alarme poderá ser disparado, através de crachás usados pelos profissionais de saúde que contactam com o doente..
A técnica é inédita no Brasil, segundo Elyr Teixeira, mestre em Engenharia Biomédica e diretor Comercial da empresa Senfio. 
O principal objetivo é evitar mortes decorrentes de infecções hospitalares, já que as mãos são a principal via de contaminação. Ele lembra que o modelo criado não altera a rotina hospitalar e garante maior rigor com a higienização. Elyr lembra que, hoje, o controle da higienização dos profissionais é feito de forma ‘manual’, por profissionais da Comissão e Controle de Infecções Hospitalares. “É uma fiscalização passível de erro. Tem muita gente morrendo por infecção e não há um uma ferramenta de controle mais prática, além de rígida”, avalia.


Pelo software, é possível ver a frequência com que cada profissional limpa as mãos e onde. Segundo Elyr, os administradores dos hospitais podem aproveitar os dados para colocar os doseadores de álcool nos locais que forem mais convenientes.
A previsão é de que os crachás estejam disponíveis em quatro meses. Hospitais do Rio, inclusive uma unidade pública, já demonstraram interesse em usá-los. 
“O custo de perder vidas é muito maior. Se o hospital não quiser o alarme, pode optar por uma luz especial”, pontua.

Equipamentos e roupas

A limpeza dos hospitais não envolve apenas a higienização das mãos, mas também a de equipamentos como estetoscópio, catéter, além de roupas usadas pelos profissionais. O alerta é de Leila Macedo, presidente da Associação Nacional de Biossegurança (ANBio). “O paciente muitas vezes entra com uma doença e sai com uma infecção. Ou o pior: nem sai do hospital”.
Leila explica que pessoas internadas apresentam sistema de defesa debilitado, o que aumenta as chances de infecção hospitalar. Além disso, em unidades superlotadas o risco é maior, já que a proximidade entre os pacientes é grande. “Isso gera aumento das bactérias e, em alguns casos, resistência e antibióticos”.
Segundo a especialista, profissionais de saúde não devem sair do hospital vestindo o jaleco ou transportando o estetoscópio, já que a prática leva contaminação da rua para o hospital.

Para conhecer este projecto inovador ao pormenor, pode consultar:



quinta-feira, 27 de março de 2014

Porque o pessoal utiliza na sala de operações roupa azul / verde ?

Normalmente, os médicos, enfermeiros e outros profissionais da área de saúde  usam roupas brancas. O branco nas roupas dos médicos surgiu no final do século XIX, quando se provou que muitas doenças vinham da falta de assepsia nos hospitais, e a roupa branca e limpa virou norma. Mas nas salas de cirurgia, os cirurgiões, anestesistas e os auxiliares usam roupa azul ou verde. Embora, poucas pessoas tenham pensado nisso, existe uma razão importante para esta regra.

As cores azul e verde são opostas ao vermelho (a cor do sangue) na “roda das cores” e por isso são cores adequadas para melhorar a visão dos médicos durante o procedimento. Observem a figura abaixo. Olhem fixamente por 10 segundos para o centro deste coração vermelho e, de seguida olhe para uma superfície branca.



Aposto que viu uma sombra de um coração azul-esverdeado. Pois é, se as roupas e paredes da sala de cirurgia fossem brancas a visão dos médicos ficaria muito prejudicada em relação ao vermelho do sangue que eles olham fixamente durante a cirurgia. A ilusão de óptica criaria vários “fantasmas” e isso distrairia os profissionais. Foi aí que surgiu a ideia de usar roupas azuis ou verdes na sala de cirurgia. Os “fantasmas” azuis-esverdeados fundem-se na cor do tecido e tornam-se neutros. É como se essa cor actualizasse o cérebro dos médicos para a cor vermelha. Isso causa um conforto na visão dos profissionais e aumentam sua concentração.


 Os truques do cérebro vão além. De acordo com especialistas, o nosso cérebro interpreta uma cor em relação outra e, olhando por muito tempo para variações entre vermelho e rosa, o sinal dessas cores no cérebro fica desbotada e o cirurgião pode correr o risco de perder a sensibilidade aos tons de vermelho. Assim, olhar para cores frias como verde e azul de vez enquanto actualiza o cérebro e nos faz ficar mais sensíveis ao vermelho.

sábado, 15 de março de 2014

Colheita de sangue

Video que demonstra a forma correcta e segura de realizar uma colheita de sangue adequadamente.


Evidência - 2 pares de luvas no bloco operatório reduzem o risco de perfuração cutânea e transmissão patológico


Este estudo publicado a 07 Março 2014 veio trazer evidência sobre o uso de 2 pares de luvas no bloco operatório. Prova-se então que o risco de contágio em caso de perfuração cutâneo é menor do que quando utilizado apenas um par de luvas. Estudo disponível na íntegra em http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/14651858.CD009573.pub2/abstract

sexta-feira, 7 de março de 2014

GRICODE II - manual de operacionalizaçao simplificado


Ainda relativamente ao post sobre o GRICODE - segurança transfusional, deixo agora aos interessados um manual de operacionalização simplificado para trabalhar com este mesmo sistema.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Gripenet


"A ideia de monitorizar a epidemia sazonal de gripe, utilizando a Internet e com base na participação voluntária dos cidadãos, nasceu na Holanda, em 2003. Rapidamente constituiu-se num caso de sucesso de comunicação de ciência e de promoção da saúde. O projecto holandês, entretanto alargado à Bélgica que fala flamengo, motivou investigadores do Instituto Gulbenkian de Ciência(IGC) a encetar uma colaboração internacional que veio dar lugar, em 2005, ao Gripenet português.
Acompanhando a  actividade esperada da gripe, o Gripenet recolhe dados de Novembro a Maio. É com base nesses dados, recolhidos em questionários on-line, que é feita a monitorização da epidemia sazonal. Contudo, o sitewww.gripenet.pt, que serve de suporte ao projecto, está activo durante todo o ano de forma a fornecer informação sobre a doença e as temáticas com ela envolvidas. O site do Gripenet é o maior repositório de conteúdos on-line em língua portuguesa sobre a gripe.
Todos podem participar na monitorização Gripenet. Basta residirem em território nacional e possuir endereço de correio electrónico. Depois de se registarem no site, os participantes recebem semanalmente uma newsletter com curiosidades e notícias sobre a gripe e são convidados a preencher, em alguns segundos, um pequeno questionário sobre os sintomas gripais (ou ausência deles) da semana anterior. A recolha de dados tem por objectivo monitorizar, em tempo real, a evolução da epidemia.
Desta forma, qualquer cidadão pode contribuir com informação pertinente para o desenvolvimento de modelos epidemiológicos sobre a gripe.
Esta informação não concorre com a que é obtida pelos métodos de vigilância das entidades de saúde, a cargo do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge. Tratam-se de metodologias e amostras diferentes, susceptíveis, isso sim, de se complementarem, para um melhor retrato da gripe em Portugal. Por isso, desde a primeira hora, o Gripenet tem contado com a colaboração daquele Instituto e da Direcção-Geral de Saúde.
Devido às suas características, o sistema Gripenet possibilita uma detecção precoce de eventuais anomalias, e uma captação de pessoas que recuperam da gripe sem recorrer aos serviços de saúde, com uma assinalável economia de recursos. Características potencialmente úteis em caso de uma eventual pandemia.
Os dados são analisados por investigadores do IGC e a informação fica disponibilizada no site sob a forma de curvas de incidência, projecção geo-referenciada em mapas de diferentes escalas, bases de dados para fins de investigação, etc. Este trabalho é acompanhado pelo desenvolvimento de modelos matemáticos e plataformas computacionais com capacidade para simular a propagação da gripe em Portugal e avaliar cenários de intervenção.
O projeto Gripenet é financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian e pelo mecenato científico. Como parceiro do projeto Epiwork , o Gripenet participa ativamente na construção de uma rede europeia de monitorização da gripe através da Internet.
Em 2009, o Gripenet foi distinguido pela Agência para a Modernização Administrativa (AMA) como exemplo de"boas práticas" de serviço ao cidadão. Foi ainda incluído na Rede Comum de Conhecimento."

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Preparar a sala operatoria para a cirurgia

Patient Innovation - rede social de saúde


Pedro Oliveira criou uma rede social na qual é possível partilhar experiências sobre uma doença que tem, ou que já teve. O objectivo é a entreajuda e partilha de conhecimentos. Sem dúvida algo inovador, e muito importante... algo nacional! Para ler a notícia na íntegra, basta consultar
http://p3.publico.pt/actualidade/ciencia/8400/patient-innovation-e-uma-rede-social-para-doentes

Deixo ainda este video bastante elucidativo: